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sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

When a little elf's Birthday..



O dia havia amanhecido normal, o sol, batendo forte na janela, acordou o pequenino garoto que estava dormindo até alguns instantes atrás. O garoto sentou na cama, parou para pensar que dia era, sem sucesso, olhou o calendário, viu o círculo vermelho ao redor do número marcado, logo vendo que aquele dia não seria mais uma típica data do ano, pois era seu aniversário, estava ficando mais velho, seis anos a caminho. Saiu correndo em disparada em direção ao quarto dos pais, se jogou na cama de ambos gritando para que acordassem e celebrassem a data com ele. Vendo que tão cedo não conseguiria obter um olhar dos pais, o menino passou a procurar algum sinal de presentes escondidos, olhou embaixo da cama, do sofá, dentro do armário, até mesmo na geladeira, nunca se sabe onde um adulto poderia esconder, mas não encontrou absolutamente nada. Não desanimou, sabia que mais tarde ganharia uma pilha de presentes. Silenciosamente, se dispôs até sua 'brinquedoteca', onde havia todos seus brinquedos. Sentou no chão e tentou escolher um entre vários carrinhos para brincar. O pequeno tinha uma paixão nada comum entre crianças, por carros, não uma paixão qualquer, entendia tudo sobre eles, sabia nomes, marcas, até mesmo quantos cavalos tinham. Fazia coleções de carros em miniaturas, cuidando-os como se fossem ouros. Escolheu seu preferido, um Corvette 1957 - Chevrolet, e ficou interagido na brincadeira até seus pais o surpreenderem. Com um pequeno bolo de chocolate, decorado com uma vela representando a idade do menino, sobre as mãos, o pai se aproximou do garoto enquanto a mãe o puxava para um caloroso abraço de aniversário. Um grande sorriso estampava a face do menino, e, em meio a tanta cantoria, ele se alegrava mais com os abraços que lhe eram dados. Sabia que seu dia seria assim: com muitas carinhosas demonstrações de afeto provindas de toda sua família.

PS: Inspirado & dedicado ao meu irmão, Eduardo, que estava de aniversário ontem, mas por falta de tempo, não consegui vim postar isso ontem, é ._.

sábado, 18 de dezembro de 2010

I'm back.

Bem, fazia um tempinho que eu não postava nada aqui, esse último conto eu já estava com uma ideia há meses pra escrever ele, mas como a faculdade me tomava muito tempo, eu acabava por deixar de lado. Mas agora que eu finalmente estou de férias, tenho tempo suficiente pra escrever *o*. Anyway, troquei o template, já que é época de natal, nada melhor do que comemorar aqui também, aproveitei e troquei o contador de visitas, não sei o que estava dando no outro, mas ele ficava como link quebrado. Por sorte o Blogger mantém a estatística de quantos visualizaram já aqui e pude contar desde onde havia parado. Então acho que por hora é só, besux besux S2

Um conto-de-fadas no mundo real.

Cabelos esvoaçantes com o vento, música alta e um vulto vermelho. Era assim que as pessoas que estavam de fora a viam. Alexia dirigia em alta velocidade, não se importava com o que os outros pensariam, ou se seria pega por policiais, precisava fugir da cidade o quanto antes. O conversível vermelho então parou, havia sido estacionado em uma rua não muito movimentada. A moça desceu do carro, usando um vestido da mesma cor do automóvel, que mostrava perfeitamente suas curvas. Havia um decote em V, e um pequeno strass que juntava o fim do decote com o decorrer do vestido. Para combinar, seus pés calçavam uma sandália branca de salto fino, com pequenos detalhes em vermelho nas tiras. Em seu pulso, uma pequenina pulseira de fadas, que fazia par com o colar. Quem a visse poderia afirmar que gostava de fadas, o que de fato não era mentira. Alexia sempre teve uma forte ligação com essas histórias, acreditava ser uma princesa vivendo em um mundo real. Ajeitou sua roupa, pegou sua bolsa e se dirigiu à uma livraria, localizada há apenas 2 metros de distância de onde havia estacionado seu carro. Adentrou a loja, evitando fazer barulho. A recepcionista veio ao seu encontro.

      - Posso lhe ajudar em algo?
      - Sim, gostaria de visualizar a coleção de Nicholas Sparks, se for possível, por favor.
      - Claro, me acompanhe.

A moça seguiu a simpática atendente, a qual lhe guiou até as estantes onde encontrava-se os livros de Nicholas Sparks. Passou o olho por entre os títulos, nenhum que a agradava. Ficou por uns instantes fixando as capas, até que uma a chamou a atenção. Leu o título, The Last Song, estranhou um pouco, mas pegou assim mesmo para ler a sinopse. Se interessou por ela, percebendo que se tratava de um drama romântico. Olhou o preço, acessível, e se pôs em direção ao caixa. A mesma atendente lhe atendeu no balcão. Retirou o cartão de crédito e entregou para a mesma, que sorriu e passou a efetuar o pagamento. Pegou o cartão de volta, segurou a sacola com o livro na mão e caminhou para a porta de saída. Parou na soleira da mesma, retirando o livro da sacola e folhando as páginas enquanto caminhava. Sem perceber por onde andava, esbarrou em um homem alto. Não encarou seu rosto imediatamente, só por olhar sua roupa já sabia quem era. Subiu seu olhar à face do homem que estava parado com um sorriso em sua frente. Pediu desculpas e seguiu seu caminho. Ouviu o homem gritar por seu nome, mas não quis parar. Sentou ao volante, jogou o livro no banco ao lado e pôs sua cabeça contra a direção. Sentiu algo tapando o sol de seu rosto, e decidida, olhou para o que obstruía a luz do dia. Novamente estava de frente com Anthony, o qual já havia entrado no carro. Segurou o rosto de Alexia, e fixou seus olhos no dela. A moça segurou a respiração, não podia reagir com ele tocando sua face. Lentamente, o homem foi aproximando seus lábios do dela, até que ficaram há um centímetro de distância. Sentiu o leve beijo que Anthony depositou em sua boca. Estava se formando ali sua história de romance, e como em todo conto-de-fadas, não podia desperdiçar a chance de ser feliz novamente. A moça passou seus braços por entre o pescoço do homem, puxando-o para um forte abraço. Ficaram assim por longas horas, sentindo um o calor do outro.

domingo, 14 de novembro de 2010

A estrada que me leva para a Terra do Nunca





















Nunca havia parado, até hoje, para pensar que a cada segundo que passa, eu vou crescendo mais, me tornando mais velha, mais responsável. Às vezes, queria poder congelar o tempo nos momentos felizes, aqueles que dão vontade de viver recordando. Entretanto, eu não posso controlar o tempo, controlar meu humor, não posso voltar a infância, mas existe um lugar que sempre será o meu lugar especial, a minha Terra do Nunca. Lá, não sou grande demais e nem pequena demais, sou sempre do tamanho exato, e a felicidade sempre reina. Quantos momentos bons já passei ali, amizades fiz milhares, sorrisos eram meus cúmplices, já chorei, já ri, já vivi intensamente uma vida completa de aventuras. Me recordo das vezes em que me contavam que eu iria para esse lugar, minha imaginação já trabalhava pensando no que fazer por primeiro. Fosse a estação que fosse, ali era meu ponto de paz, onde minha imaginação me permitia ser tudo, fazer tudo. Eu cresci, meu lugar já não é mais tão lindo ao ver dos olhos de outras pessoas, mas pra mim, continua sendo o meu mundo encantado. Arranhões de árvores, risadas gostosas, brincadeiras sem fim, leituras mágicas, pensamentos secretos, sentir a água salgada sobre o corpo, medos inocentes, são coisas que não têm preço, e nessa minha terra de magia, eu posso ter tudo isso e muito mais. Meu lugar mágico tem nome, Tramandaí, foi lá onde histórias eu vivi e sei que ainda viverei. Não há lugar como o meu, nada se compara à minha praia...


PS: Dedicado à Sasi s2

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

A despedida de um anjo

Ontem (20/10/10), aos 93 anos,  faleceu uma mulher guerreira, mãe de quatro filhos, companheira e  atenciosa. Mulher bondosa, de um coração enorme, onde abrigava seus filhos, netos e bisnetos. Você se foi desse mundo para um lugar melhor, ao lado de todos aqueles que haviam lhe deixado há algum tempo. Embora saiba que assim você está sofrendo menos, a dor de te ver partir ainda permanece em meu coração, assim como no de muitos outros que te amavam. Sentirei falta de seus sorrisos espontâneos, suas caras quando algo lhe chamava a atenção, suas histórias de infância, tudo isso ficará guardado em minhas lembranças, assim como você. Preciso dizer que você me impressionou, você aguentou 93 anos de vida esbanjando simpatia onde quer que fosse. Com seu jeito especial,  sempre tentava agradar a todos de alguma forma. Por muitos anos, você foi companheira de festas, sempre com um copo de cerveja na mão, impressionava a muitos que lhe viam. Sei que um texto não é nada comparado a tudo que você merece ganhar, mas é com minhas singelas palavras que eu encontro a melhor forma de te agradecer por tudo. Seu espírito ficará sempre em nossos corações, e passe o tempo que for, você sempre será lembrada por aqueles que te amam. Você se tornou um anjo, entre muitos outros no céu, e sei que agora está olhando por mim e por outros que estavam abrigados em seu grande coração. Eu só desejo que descanses em paz, sem sofrimentos.

PS: Dedicado à minha querida bisavó, Emma, que faleceu ontem à noite.

Emma Encina - 01/01/1917 - 20/10/10 .